O pecado além de ser uma “herança” na vida dos humanos é também uma maneira vazia de viver transmitida por nossos antepassados, conforme Pedro, o apóstolo.
Assim, carregamos a anomalia em nossa psique. Somos o que não devíamos ser. Agimos de modo que não deveríamos agir. Olhamos da forma como não se devia olhar. Nossos sentimentos são confusos e poucas vezes sinceros. Estamos nos desviando pelo nosso próprio caminho.
Pecados não são apenas ações de erros, erros são as externalidades do pecado. Pecado é o nosso estado. Por isso se dissermos que não temos pecado, mentimos, mesmo não o praticando. A carne (toda a dimensão do ser) milita contra o Espírito e o Espírito contra a carne de modo que não fazemos o que queremos.
Quem me livrará deste corpo de morte? Ora, vencer o pecado não é se adestrar, mas ser livre para dizer não. Domínio próprio, não é a neurose suicida e legalista do não, mas a graça que liberta do domínio do pecado para que eu, agora livre, exerça o domínio próprio para escolher, de modo que, o não, é o simples não do livre.
Quem é pois o livre senão, aquele que crê no Senhor Jesus? Sim, aquele que crê, é aquele que, por quem o sangue de Jesus foi derramado, ou seja, por quem Jesus derramou sua vida e por amor se deu de forma substitutiva, morrendo em nosso lugar. É livre na consciência porque é escravo da lei de Deus. Agora está cativo na liberdade da graça de modo que, mesmo no corpo de morte, é livre na consciência, posto que, pelo sangue nossa consciência é purificada.
Consciência purificada nada mais é do que uma consciência livre e em livramento das anomalias de nossa psique. Consciência purificada é a purificação da nossa consciência de atos que levam a morte.
Logo, o sangue traz consigo os seus efeitos. Visto que, a purificação da consciência, não mais subestimada ao pecado, é uma consciência que agora se enxerga e atenta para suas ações. As ações da consciência livre são ações acompanhadas de amor e em amor. Por outro lado, o pecado nos aliena da vida em amor. Agora livres, o Senhor sanciona o novo mandamento: amai-vos uns aos outros... Apesar de ser MANDAMENTO, amar é a graça da liberdade de uma consciência purificada. Isso é salvação em Jesus, por meio de quem, nosso psique, é resgatado da alienação do pecado e nos remete a novidade de vida. Vejo isso quando, agora aprendo a tratar minha esposa, a ser amigo de meus filhos, a repartir o que tenho, a acolher o aflito, a amar o inimigo e orar pelos que me perseguem, a chorar com os que choram, a alegrar com os que se alegram, a proclamar a mensagem do Reino, a fazer de tudo isso o verdadeiro culto a Deus.
Esse é o efeito do sangue de Jesus. Você, quer? Vem e veja. Creia e experimente.
Em Cristo,
Wellington Miguel
Esmeraldas, 03 de fevereiro de 2014
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