sexta-feira, 17 de maio de 2013

O ESTÁ casado e o SER casado



O “está” casado nada mais é que apenas está. Este sujeito, é alguém que, embora sendo fiel conjugalmente falando, é um infiel quanto ao caminhar do casamento, pois, casamento abrange muito mais do que o “não pular a cerca”. O “está” casado é alguém que se estagna, que não atenta para o universo que abarca o relacionamento. É alguém que não se apercebe dos detalhes e que vive justificando irresponsabilidades com o “sou macho”, o que pra mim é um machucado, ou ainda, aquela que se inunda nas ocupações encarando isso como um fator de importância sendo que isso é complementar e, que a melhor parte é a presença da afetividade e o se apresentar disposta. É um (a) idiota que, assim como a referida palavra diz, nada sabe e nem procura saber.

Toda a vida se segue, e segue bem, quando assim se segue segundo os princípios naturais para as quais a vida foi feita. E, quando me refiro a princípios naturais, me refiro aos princípios que foram estabelecidos desde a origem da vida com suas inúmeras ramificações: a família, o casamento, o criar filhos, o conviver em sociedade, o ocupar do trabalho, o adquirir e o vender, etc. Logo, o “está” casado, nada mais é alguém que desconhece os princípios que orientam o casamento. São princípios eternos, que além de terem sido estabelecidos para a relação conjugal, são eternos, pois são observáveis na relação do Deus triuno, e esse, eterno.

Assim, esse “está”, dificultará a fluência com que precisa fluir o relacionamento conjugal. Dificultará o crescer, com que precisa crescer o relacionamento. Isso se perceberá nas mais diversas sinalizações que se emergirá no cotidiano. Inúmeras queixas, comportamentos incomuns, descomprometimentos nos deveres, omissões e dezenas de outras situações tomará o cenário daquilo que a princípio “começou bem”. O “está” casado, nada é além do que, o não conhecer, o não saber, o não viver, os princípios normativos do casamento.

Normas essas que não devem ser observadas de forma arbitrária e imposta, mas num espírito de amor com que se pretende relacionar e visar o bem comum. Não é um pesar do fazer, mas uma liberdade e leveza no fazer.

E assim, começa-se a compreender o SER casado (a). Essa liberdade e leveza no fazer decorrem do coração que não meramente conhece os princípios que regem a conjugalidade, mas é o coração no qual se adentrou tais princípios, e que, enfim, tem a totalidade do seu ser simplesmente tomado por essa Graça que faz, sem perceber, por fazer com naturalidade e vida.

Faz, porque, além de ter sua consciência encharcada das verdades sobre casamento, seu alvo não é ser feliz, mas fazer o outro (a) feliz. A realização visa o outro, o bem estar do outro, ou seja, o meu satisfazer é o (a) tornar satisfeito/realizado (a). Por isso se diz na Palavra do Evangelho: “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas” – Mt 7.12

Por essa Palavra também, confronta-se toda postura passiva ante o relacionamento. Em razão de nossas prioridades e orgulho, ficamos do outro lado aguardando, esperando o que devia ser feito por mim, se é que tenho alguma razão. A razão precisa ser dada é a Deus. É a Ele e a sua Palavra que devemos dar razão. Que nossas infantilizadas razões sejam subestimadas em razão da razão de Deus a qual se deve dá razão. NEle está a razão que nada mais é o próprio princípio regulamentador e vivificador das relações conjugais.

O SER casado é esse que dá razão a Deus e, a essa razão, submete a sua consciência no Caminho. No Caminho que fez o caminho dos relacionamentos. E aqueles que caminham se orientam e sabem para onde estão indo.

O SER casado é alguém que não muda, embora esteja sempre mudando. Não muda porque encontrou o Caminho dos princípios e ali se enraizou, porém muda, porque deixou de dar razões a si e agora suas razões são as eternas razões de Deus em sua Palavra que o transforma para aquilo que de Deus é bom.
E você, vêm!?

Em Cristo, a Razão das existências da Existência,

Wellington Miguel

Esmeraldas, 17 de maio de 2013
22:51h

sábado, 11 de maio de 2013

Não me esquecerei de você...




“ Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, eu não me esquecerei de vocês.” – Is 49.15

É um belíssimo texto, embora lido e discutido fora do seu contexto e, portanto, empobrecido nas conclusões e aplicações dos que assim o fazem. O referido texto vem expressar algo mais profundo e animador concernente a vida, as nossas contradições, pecados e culpas. Pois, como o texto mesmo diz, que, “haveria uma mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama”? Dificilmente, mesmo porque uma criança que ainda mama nenhum problema traz, senão, o necessário cuidado com a higiene do mesmo. Mas, ainda que haja possibilidade da mãe de esquecê-lo, o Senhor assegura de que Ele jamais se esqueceria de sua nação querida, Israel. Interessante! Pelo contexto deste texto, a situação de Israel não vai bem. Em função de sua insistente idolatria e pecados dos mais variados, a normalidade das consequências estavam por vir, senão, já em acontecimento. Babilônia seria e foi uma vara de disciplina a dura cerviz de Israel ante a Palavra daquele que a amou e a redimiu, e que pessoalmente cuidava deles.

Nesse quadro de exílio e aparente abandono, a nação diz: “ O Senhor me abandonou, o Senhor me desamparou” – Is 49.14. Então, nesse caso, a nação não é comparada com um bebê que nada problematiza e de quem uma mãe dificilmente abandonaria ou dele se esqueceria. Não. A ilustração, na verdade, trata-se de Deus que, mesmo sendo mãe de uma nação hostil e rebelde em relação a sua vontade, e que, em consequência de suas mazelas encontrava-se desolada, dessa nação, mesmo na sua catastrófica situação, Ele não se esqueceria dela.

Essa é a questão. Mesmo sendo uma nação ingrata a toda ação graciosa de Deus, mesmo se fazendo incapaz de reconhecê-lo em sua autoria e benfeitorias, mas atribuindo a ídolos de metal, pedra e madeira – Is 48.5, mesmo voltando suas costas contra o Santo e o seu santo mandamento, mesmo em sua calamidade e desesperança, Ele diz: “ainda que uma mãe se esqueça de um indefeso filho que ainda amamenta, Eu não me esquecerei de vocês apesar de me tratarem assim”. O que é isso? É a misericórdia triunfando sobre o juízo e nada mais. É o amor cobrindo multidões de pecados. Este é aquele de quem se fala ser muito paciente e cheio de amor – Joel 2. Para dar uma idéia de pertencimento, o Senhor diz que os gravou nas palmas de suas mãos, e que, o que eles viviam, infelizmente, não passava de consequências em razão das recusas de suas Palavras.

Não me esquecerei de você. E de fato Ele não se esqueceu. 70 anos depois, em sua soberania, começa a trazê-los de volta pra casa, no entanto, esse voltar pra casa, agora, é de alcance maior. Não somente judeus, mas gentios e todos os que virem a crer também retornarão. Ele não se esqueceu. Seu compromisso amoroso, bondoso e paciente com a raça humana e não somente com uma única nação, faz dEle esse que não se esquece. A situação é a mesma. Os homens ainda estão indiferentes e voltando-se para o seu próprio caminho. Mas o Caminho se propõe e convida. Você vêm!? Sim, em Jesus, o não se esquecer acontece, pois, o não se esquecer, não é o só o mero lembrar, mas providenciar. Jesus, é o não se esquecer-lembrado-providenciado em favor dos que nada querem embora necessitem. A GRAÇA é o “não me esquecerei de você” que se manifestou como favor, não merecido, mas doado, e, doado com abundância tal que pessoalmente Ele veio. Veio não somente trazer a providência, mas ser a providência, pois nEle e por Ele o não me esquecerei se cumpre.

Lembrando, em função de sua fidelidade no que fala, Ele é próprio “não me esquecerei” que simplesmente continua garantindo que jamais nos abandonará e jamais nos desamparará. Só se perde agora quem se auto-abandona e se auto-desampara em sua mediocridade e pervesidade.
Agora Ele se fez ABRIGO, se fez PÃO, se fez ÁGUA e se fez, embora sempre o fora, a VIDA para todo o que dEle se aproxima em arrependimento e fé com amor e gratidão em serviço-obedecer. Você vêm!?

Em Cristo, o que não se esqueceu, como disse, fez.

Abç´s fraternos!

Wellington Miguel
Esmeraldas/MG
12 de maio de 2013

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Salvos pelo ENCARNADO...




“Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores...”

Então, o Verbo se fez carne. Aquele que é a Palavra veio ao mundo, ao cosmos e ao humano. Nos psicoadaptamos a essa verdade que, pouco a pouco, perdemos sua profunda dimensão e Graça com a qual se deu a encarnação do Verbo, aquele por meio de quem tudo foi feito e em quem TUDO subsiste. Ele é aquele de quem se diz que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se. Antes, esvaziou-se voluntariamente, tornando-se servo daqueles a quem amou.

Assim, decidido desde os tempos eternos, veio aos antros deste planeta, para ser um ser humano, aliás, o verdadeiro ser humano. Seu objetivo? Sim, seu objetivo foi o mais sublime de todos os objetivos da vida: Demonstrar o seu AMOR.  E, amor se demonstra, não se fala. Portanto, sua singela missão era dar a sua vida em resgate de muitos. Embora, em sua vinda ao mundo não o fora bem recepcionado, antes, aqueles pelos quais inicialmente viera não o receberam. Mas seu plano não estava condicionado a esses, ele já era de alcance maior e extensivo.

Por essa razão, fomos alcançados a fim de alcançar e alcançar o que era inalcançável, mas agora, possível naquele que tornou possível nEle. Alcançar o prêmio, não meritório de nossa parte, mas gracioso na Graça, o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo.

Isto é salvar, pois aquele que precisa ser salvo, já está numa condição de real necessidade de o assim ser. Sim, pois, sua condição é de não reação, porque não há como reagir. Então, Ele veio ao mundo, tornando a impossibilidade na simples possibilidade em fé e amor. Ele veio, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dEle. O que não crê, não será condenado, na verdade já está, pois se mantém condenado na rejeição que faz do EVANGELHO. Portanto, a manifestação a priori do Evangelho é de salvação a todos os homens – Tt 2.11

Então, Jesus é o Evangelho, o Cristo prometido, a Rocha que não esmaga e não faz tropeçar para aqueles que creem. Ele é sabedoria de Deus. É o Deus em carne para que na sua carne se condenasse o pecado. Exatamente, sua encarnação fez da sua carne o lugar da propiciação. Ali, na carne do Encarnado, tudo foi posto. Imputado foi a iniquidade de todos nós, culminando no vazamento de seu sangue pelo qual misteriosamente somos sarados. Paradoxalmente sarados pelos ferimentos. Ele morreu a nossa morte, para que trazendo em si a morte, a vida se renascesse nos que creem. Você, crê?

Salvos pela GRAÇA graciosa, no gracioso Filho, o encarnado no mundo, morto, porém, ressurreto, pois, na verdade, ele não morreu, mas voluntariamente se deu, se entregou a morte, não porque ela tivesse domínio sobre Ele, mas porque Ele tinha autoridade para dar a sua vida e para retomá-la. Ninguém tirou a sua vida, pois quem tiraria a vida do Autor da vida? Ele a deu em amor e a retomou, simplesmente porque é o Autor. Ele a deu para condenação e destruição do pecado, mas retomou para nossa justificação, vida e liberdade.

Cristo Jesus veio ao mundo e virá outra vez...


Em Cristo,

Wellington Miguel
Esmeraldas, 05 de Maio de 2013

quarta-feira, 1 de maio de 2013

E QUANDO VOCÊ ESTÁ "SÓ"...



Falando aos que com sinceridade e simplicidade, em forma e vida, pregam o Evangelho...

Talvez essa situação seja a sua atualmente. Ou, quem sabe, você já passou por ela, está “só”. Nessas ocasiões, nos disparos para dentro do nosso ser, refletimos na possibilidade de estarmos errados, errados em nossas posturas, interpretações, idéias, visão e perfil, ou, quem sabe, por razões de não sermos compreendidos e vistos pelo que somos e sentimos.

Daí aquela “tentação” de ver o que pode atrair o olhar daqueles que gostaríamos que estivessem por perto, mas ao tentar atrair podemos nos trair. Não que nossas razões sejam razões absolutas e tal, mas que nossas razões não são razões que barganham e sim que se propõe de forma simples e sincera, carregada de amor e verdade.

Chego a conclusão de que, a não verdade, o não amor, o não simples é a linguagem dos nossos tempos. Portanto, que fazer? Se permitir a esse fermento que vai levedando toda a massa?

Existiu alguém que pisou este chão e transitou nas avenidas dessas contradições, contradizendo, sem, porém, se contradizer. Este é Jesus. Ele não só esteve “só”, na verdade, Ele nunca teve medo de está “só”. Nunca se permitiu atrair ninguém por vias de barganhas, se tão somente pela simplicidade e verdade. Quando se percebia nas multidões outras motivações no segui-lo, interrompia a caminhada e as questionava. Certo dia, quando uma multidão o seguia, ele parou no caminho, e se voltando para ela, disse: “se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo” – Lc 14.26
Se a razão ao segui-lo não fosse a simplicidade do evangelho, o amor em prioridade a Ele, e a verdade que nEle estava, então, segui-lo era perda de tempo e futura frustração. Poderia ser traído, mas jamais se trairia. Pois quem assim o é, o é pleno em si, nunca se cansando de continuar a ser e fazer o anunciar.

Certa feita, Paulo escreveu a Timóteo: “quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu” – II Tm 3.14. Em razão das coisas que Timóteo aprendeu e das quais tinha convicção, ele, como Paulo, padecia perseguições e abandonos, pois, dizia Paulo, “todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos e abandonados” – v.12 e cap. 4.9

Logo, balizado na simplicidade do Evangelho e, nele fincado, Paulo continua: “pregue a PALAVRA, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que NÃO SURPORTARÃO a sã doutrina...” – II Tm 4.2,3.

Por isso a Igreja de Jesus é simples, onde estiverem dois ou três em torno do SEU NOME, ALI estará.

Pois, há muitos ajuntamentos grandes que, embora mencionem o seu nome, não estão em torno do SEU NOME de forma simples e singelo.

Não sei no que você pensa quando lê essas coisas. Talvez você conclua que isso seja coisa de gente frustrada, autovitimizada, mau sucedida e mau resolvida, mas se você for um pouco lúcido (a) e ter um olhar luminoso e um ser tomado pela simplicidade do evangelho, começará a me compreender...

Então, que se conclui, ao não concluível, é que, o melhor, é sacudir a poeira dos pés como testemunho contra aqueles que desprezam o amor a verdade e ir àqueles que não o procuram, mas aos quais Ele se deixará ser achado, aos quais Ele se revelará embora não  perguntassem por Ele. Então, Senhor, envia-me a eles, pois o meu prazer e o de muitos é simplesmente anunciar o simples e de forma simples, o EVANGELHO DA GRAÇA, sem barganhas de nenhuma espécie...

Em Cristo, que é simples...


Wellington Miguel
Servo de Deus e vosso