Todo o esforço de Jesus na caminhada foi e é, fazer
conhecido a pessoa do Pai. Ele mesmo disse: “eu revelei teu nome àqueles que do mundo me deste...” – Jo 17.6
É preciso lembrar que Jesus não fez isso de qualquer
maneira, ele fez isso com cuidado e fidelidade, para que não se repassasse um
conhecimento distorcido de Deus-Pai. O conhecimento que Jesus passava acerca do
Pai era tão legítimo que ele afirmou: “Quem
me vê, vê o Pai...” – Jo 14.9. Ou seja, Eu sou a fonte original pelo qual
se conhece o Pai. E porque Jesus dá importância a tal cuidado e fidelidade? Por
que se importa ao ponto de interromper a caminhada e questionar aos seus
discípulos “e vós quem dizeis que eu
sou”?
Interessante notar que antes ele pergunta: “quem diz o POVO ser o Filho do Homem?”
– Mt 16.13. E eles respondem: “uns dizem:
João Batista, outros, Elias, e outros: Jeremias ou algum dos profetas”.
Logo a perguntam vem: “e vocês quem dizem
que eu sou?”
Faço a nós essa pergunta: que Jesus nós conhecemos? O Jesus
do povo? Quem é Jesus do povo? É o Jesus conhecido de outras fontes, é o Jesus
comparado, é Jesus da experiência do outro, é o Jesus da teologia perversa e
corrompida, é Jesus dos meus interesses, é o Jesus construído dentro de seres
humanos tomados pela sutil presença do pecado, é o Jesus do falso evangelho e
tido como verdadeiro. Certamente, é um Jesus ilegítimo.
E por que Ele se importa em saber quem as pessoas dizem quem
é Ele? Porque um conhecimento ilegítimo de quem Ele é pode comprometer a
libertação de uma pessoa. Pode comprometer a oportunidade de vivenciar a
indescritível alegria da liberdade, da maturidade e restauração do caráter
caído e desintegrado pelo pecado. Pode impedir viver e desfrutar da Graça
oferecida pelo verdadeiro evangelho em Cristo Jesus. Pois, assim está escrito “...vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e revestiram
do novo, O QUAL ESTÁ SENDO RENOVADO EM CONHECIMENTO, À IMAGEM DO SEU CRIADOR” –
Cl 3.9.
Compreendemos, então, não somente o zelo do Senhor, mas
também dos apóstolos em conhecer o legítimo Jesus mediante o simples e genuíno
evangelho da graça, e assim, dizer mediante a proclamação e em suas cartas que
Jesus é o Cristo de Deus, em quem temos a redenção – Ef 1.7
Que Cristo conhecemos e proclamamos? Quem será capaz de
dizer quem Ele é? O seu precioso evangelho. Ali está de forma límpida e clara,
revelado o Cristo de Deus. O evangelho de Cristo Jesus, capaz de apresentar
todo homem PERFEITO EM CRISTO – Cl 1.28
Não se deixe tentar a seguir um Jesus que não seja este, o
Jesus do Evangelho, o Jesus, que em troca da alegria que lhe fora proposta,
suportou a vergonha da cruz, para nos remover da vergonha do pecado e nos dar
junto dEle a preciosa VIDA Eterna. Ele mesmo disse: “a vida eterna é esta: que
te CONHEÇAM, o único Deus VERDADEIRO, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” – Jo
17.3
Que nosso Jesus seja, senão, o legítimo Jesus dos Evangelhos,
o Jesus do relacionamento, cura e salvação.
Naquele que nos chamou a comunhão com seu Filho Jesus!
Wellington Miguel
Servo do Senhor e vosso
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