Nossa caminhada no Caminho é marcada pela contínua e
desafiante lida com o pecado. A questão é até bíblica. Em muitos casos de vida,
é até angustiante em função da aparente e suposta dificuldade, fraqueza, vício.
Eu mesmo atravessei anos lidando com fraquezas que nunca foram superadas e/ou
vencidas, mortificadas. O conflito era tal que, difícil era acreditar em João,
o apóstolo, que dizia: “os mandamentos do
Senhor NÃO SÃO PENOSOS”.
Não obstante nosso miserável estado pecaminoso, sempre
observei uma frágil estrutura interior para melhor assimilação, tomada de
decisões, medo do novo e estranho, desventurado coração e tantas outras fragilidades
que só agora estão sendo superadas e o novo esta sendo aprendido e apreendido
em meu ser.
Então, empreendi uma busca por janelas da vida. Janelas que
me ajudassem a olhar para dentro e para fora. Muitas vezes o fiz de forma
ofegante, desesperado, como alguém que está sendo asfixiado e na loucura
procura lugar para um novo ar. Notava que essa procura se dava em razão de um
clamor interior que dizia: há um caminho embora estreito, suave e leve,
prazeroso, deleitoso, inefável, revigorável...
Como quem está encontrando luz no fim do túnel, saí ao
encontro daqueles fachos reluzentes da chamada Graça. Graça essa que decorreu
do muito AMOR. E, desse muito AMOR, decorreu misericórdia. Tal é essa
misericórdia amados, que, nem o juízo a subestima. Antes ela triunfa. Notei que
o meu ser se silenciou ante tal FEITO, inigualável paciência. Não a paciência
do que compactua, mas a paciência da espera paciente de quem respeita o tempo e
a reconstrução do caos pecaminoso presente no cerne humano. A paciência da
espera paciente daquele que disse um dia: “tenho muito que lhes dizer, mas não
o podem suportar agora”. Lenta e gradualmente a espera paciente da Graça que
abundou, fez abundar em plenitude a nova vida do Cristo da Vida.
Notei que a abundante Graça, fez abundar o AMOR. E, a
presença estranha desse amor simplesmente começou a alterar os modos. E o
pecado? Passei a não me preocupar com ele, pois, simplesmente, o AMOR
decorrente da graça como um fluxo contínuo, percorre constantemente o ser, não o
dominando, mas orientando-o.
Compreendi que “aquele
que ama seu próximo tem cumprido a Lei, pois, os mandamentos, não furtarás, não
adulterarás, não matarás, não cobiçarás e qualquer outro mandamento, TODOS se
resumem neste preceito: ame o seu próximo como a si mesmo. O AMOR NÃO PRATICA O
MAL CONTRA O PRÓXIMO... NEM CONTRA DEUS, nem contra mim mesmo” – Rm 13.8-10
Apenas ame...
Pois, quem é amado do Pai, por este amor viverá. Tornar-se-á
amor vivencial-prático. Terá a totalidade do ser tomado, simplesmente porque
Deus derramou o seu AMOR em nossos corações, por meio do Espírito que Ele nos
CONCEDEU. Derramado está, de forma que não sou eu mais, mas o eu nEle
reconfigurado, que no caminho do Caminho caminha em paz e livre na liberdade de
AMAR como uma naturalidade da vida. E o pecado? Está subjugado pela prevalência do
AMOR encarnado, derramado e concedido como forma e Graça de libertação.
Apenas ame....
Forte abraço e boa caminhada no Caminho em graça, amor, paz,
quietude, serenidade...
Wellington Miguel
Servo de Deus e vosso.
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