“...todo aquele que ama o Pai ama também o
que dele foi gerado.”
Assim escreveu um dos discípulos mais íntimos do Senhor
Jesus, João, o apóstolo.
Como todos os demais escritores das Sagradas
Escrituras, João foi inspirado pela pessoa do Espírito Santo. E assim, junto
dessa inspiração João escreveu o que viu com os seus olhos, o que contemplou e
o que suas mãos apalparam, Jesus, o Verbo da Vida – I Jo 1.1
Percebemos em seus textos, que João foi
impactado. Ele era um “filho do trovão”, agora é um filho do amor. João é um
dos escritores que mais enfatiza esse tema: o Amor. Ele diz: “Amados, visto que Deus assim nos
amou, nós devemos amar uns aos outros” – I Jo 4.11.
Deus leva isso muito em consideração. É o
ápice do discipulado. O próprio Senhor Jesus disse: “Com isso todos saberão que
vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” – Jo 13.35.
Porém, muitos discípulos “encontram razões” para não amar determinado irmão. De
fato, existem pessoas que dificultam a caminhada de um relacionamento. Que
fazer? Como transpor a dificuldade? Como superá-las em nome da comunhão, em
nome da unidade? Qual é o mistério do amor ao próximo?
João revela-nos o mistério: “...todo aquele
que ama o Pai ama também o que dele foi gerado” – I Jo 5.1. Sem uma experiência
de amor primeiramente com Pai, dificilmente amar-se-á os que dEle são gerados:
os filhos (nossos irmãos). De onde João pode ter desvendado este mistério. Na
verdade, ele o ouviu do próprio Senhor: “Ame o Senhor teu Deus de todo o seu
coração... este é o primeiro mandamento. E o segundo é este: ame o seu
próximo...” – Mt 22.37-39.
A possibilidade de amar o irmão está, em
primeiro lugar, vivenciarmos a experiência de amor com o Pai, e assim,
inevitavelmente amar o irmão. Ao vivenciar a experiência de ser amado pelo Pai,
compreenderemos que somos aceitos como somos, embora o Pai não nos deixe como
estamos. Na linguagem paulina, é um amor constrangedor. Como ouso não amar
alguém por diversas razões que considero, se fui amado pelo Senhor apesar das
diversas razões que Ele tinha para não me amar?
Mas quando esse amor é derramado em nossos
corações por meio do Espírito que ele nos deu, somos desarmados, ficamos
extasiados, sentimo-nos indignos, o que de fato somos. Mas o Senhor não nos
abandona nesse sentimento depressivo, logo Ele nos diz: Tu és meu, meu filho
amado. Paulo, compreendendo isso escreve: “Como povo de Deus, santo e amado,
revistam-se de profunda compaixão” – Cl 3.12.
A capacidade de se colocar no lugar do outro para compreendê-lo,
aceitá-lo e amá-lo foi concedida pelo Senhor. Agora é um filho amado,
experiente e experimentado no amor do Pai.
Dessa
forma, amar o irmão não será um mandamento penoso – I Jo 5.3. Olharemos para o
nosso irmão e não o consideraremos do ponto de vista humano, ou seja, não o
olharemos com opiniões mundanas, mas como nova criação de Deus em Cristo Jesus,
como nascido do Espírito, como filho de Deus, como membros uns dos outros. Eis
o mistério do amor ao próximo...
Soli Deo Gloria
Pr. Wellington Miguel
Esmeraldas, 01 de Setembro de
2011 – às 00:20h
Nenhum comentário:
Postar um comentário