segunda-feira, 1 de abril de 2013

O MISTÉRIO DO AMOR AO PRÓXIMO



“...todo aquele que ama o Pai ama também o que dele foi gerado.”
 Assim escreveu um dos discípulos mais íntimos do Senhor Jesus, João, o apóstolo.

Como todos os demais escritores das Sagradas Escrituras, João foi inspirado pela pessoa do Espírito Santo. E assim, junto dessa inspiração João escreveu o que viu com os seus olhos, o que contemplou e o que suas mãos apalparam, Jesus, o Verbo da Vida – I Jo 1.1
Percebemos em seus textos, que João foi impactado. Ele era um “filho do trovão”, agora é um filho do amor. João é um dos escritores que mais enfatiza esse tema: o Amor.  Ele diz: “Amados, visto que Deus assim nos amou, nós devemos amar uns aos outros” – I Jo 4.11.
Deus leva isso muito em consideração. É o ápice do discipulado. O próprio Senhor Jesus disse: “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” – Jo 13.35. Porém, muitos discípulos “encontram razões” para não amar determinado irmão. De fato, existem pessoas que dificultam a caminhada de um relacionamento. Que fazer? Como transpor a dificuldade? Como superá-las em nome da comunhão, em nome da unidade? Qual é o mistério do amor ao próximo?
João revela-nos o mistério: “...todo aquele que ama o Pai ama também o que dele foi gerado” – I Jo 5.1. Sem uma experiência de amor primeiramente com Pai, dificilmente amar-se-á os que dEle são gerados: os filhos (nossos irmãos). De onde João pode ter desvendado este mistério. Na verdade, ele o ouviu do próprio Senhor: “Ame o Senhor teu Deus de todo o seu coração... este é o primeiro mandamento. E o segundo é este: ame o seu próximo...” – Mt 22.37-39.
A possibilidade de amar o irmão está, em primeiro lugar, vivenciarmos a experiência de amor com o Pai, e assim, inevitavelmente amar o irmão. Ao vivenciar a experiência de ser amado pelo Pai, compreenderemos que somos aceitos como somos, embora o Pai não nos deixe como estamos. Na linguagem paulina, é um amor constrangedor. Como ouso não amar alguém por diversas razões que considero, se fui amado pelo Senhor apesar das diversas razões que Ele tinha para não me amar?
Mas quando esse amor é derramado em nossos corações por meio do Espírito que ele nos deu, somos desarmados, ficamos extasiados, sentimo-nos indignos, o que de fato somos. Mas o Senhor não nos abandona nesse sentimento depressivo, logo Ele nos diz: Tu és meu, meu filho amado. Paulo, compreendendo isso escreve: “Como povo de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão” – Cl 3.12.  A capacidade de se colocar no lugar do outro para compreendê-lo, aceitá-lo e amá-lo foi concedida pelo Senhor. Agora é um filho amado, experiente e experimentado no amor do Pai.
 Dessa forma, amar o irmão não será um mandamento penoso – I Jo 5.3. Olharemos para o nosso irmão e não o consideraremos do ponto de vista humano, ou seja, não o olharemos com opiniões mundanas, mas como nova criação de Deus em Cristo Jesus, como nascido do Espírito, como filho de Deus, como membros uns dos outros. Eis o mistério do amor ao próximo...


Soli Deo Gloria

Pr. Wellington Miguel


Esmeraldas, 01 de Setembro de 2011 – às 00:20h

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