“Cristo Jesus veio ao
mundo para salvar os pecadores...”
Então, o Verbo se fez carne. Aquele que é a Palavra veio ao
mundo, ao cosmos e ao humano. Nos psicoadaptamos a essa verdade que, pouco a
pouco, perdemos sua profunda dimensão e Graça com a qual se deu a encarnação do
Verbo, aquele por meio de quem tudo foi feito e em quem TUDO subsiste. Ele é
aquele de quem se diz que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a
Deus era algo a que devia apegar-se. Antes, esvaziou-se voluntariamente,
tornando-se servo daqueles a quem amou.
Assim, decidido desde os tempos eternos, veio aos antros
deste planeta, para ser um ser humano, aliás, o verdadeiro ser humano. Seu
objetivo? Sim, seu objetivo foi o mais sublime de todos os objetivos da vida:
Demonstrar o seu AMOR. E, amor se
demonstra, não se fala. Portanto, sua singela missão era dar a sua vida em
resgate de muitos. Embora, em sua vinda ao mundo não o fora bem recepcionado,
antes, aqueles pelos quais inicialmente viera não o receberam. Mas seu plano
não estava condicionado a esses, ele já era de alcance maior e extensivo.
Por essa razão, fomos alcançados a fim de alcançar e
alcançar o que era inalcançável, mas agora, possível naquele que tornou possível
nEle. Alcançar o prêmio, não meritório de nossa parte, mas gracioso na Graça, o
prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo.
Isto é salvar, pois aquele que precisa ser salvo, já está
numa condição de real necessidade de o assim ser. Sim, pois, sua condição é de
não reação, porque não há como reagir. Então, Ele veio ao mundo, tornando a
impossibilidade na simples possibilidade em fé e amor. Ele veio, não para
condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dEle. O que não crê,
não será condenado, na verdade já está, pois se mantém condenado na rejeição
que faz do EVANGELHO. Portanto, a manifestação a priori do Evangelho é de
salvação a todos os homens – Tt 2.11
Então, Jesus é o Evangelho, o Cristo prometido, a Rocha que
não esmaga e não faz tropeçar para aqueles que creem. Ele é sabedoria de Deus.
É o Deus em carne para que na sua carne se condenasse o pecado. Exatamente, sua
encarnação fez da sua carne o lugar da propiciação. Ali, na carne do Encarnado,
tudo foi posto. Imputado foi a iniquidade de todos nós, culminando no vazamento
de seu sangue pelo qual misteriosamente somos sarados. Paradoxalmente sarados
pelos ferimentos. Ele morreu a nossa morte, para que trazendo em si a morte, a
vida se renascesse nos que creem. Você, crê?
Salvos pela GRAÇA graciosa, no gracioso Filho, o encarnado
no mundo, morto, porém, ressurreto, pois, na verdade, ele não morreu, mas
voluntariamente se deu, se entregou a morte, não porque ela tivesse domínio
sobre Ele, mas porque Ele tinha autoridade para dar a sua vida e para retomá-la.
Ninguém tirou a sua vida, pois quem tiraria a vida do Autor da vida? Ele a deu
em amor e a retomou, simplesmente porque é o Autor. Ele a deu para condenação e
destruição do pecado, mas retomou para nossa justificação, vida e liberdade.
Cristo Jesus veio ao mundo e virá outra vez...
Em Cristo,
Wellington Miguel
Esmeraldas, 05 de Maio de 2013

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