quinta-feira, 9 de maio de 2013

Salvos pelo ENCARNADO...




“Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores...”

Então, o Verbo se fez carne. Aquele que é a Palavra veio ao mundo, ao cosmos e ao humano. Nos psicoadaptamos a essa verdade que, pouco a pouco, perdemos sua profunda dimensão e Graça com a qual se deu a encarnação do Verbo, aquele por meio de quem tudo foi feito e em quem TUDO subsiste. Ele é aquele de quem se diz que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se. Antes, esvaziou-se voluntariamente, tornando-se servo daqueles a quem amou.

Assim, decidido desde os tempos eternos, veio aos antros deste planeta, para ser um ser humano, aliás, o verdadeiro ser humano. Seu objetivo? Sim, seu objetivo foi o mais sublime de todos os objetivos da vida: Demonstrar o seu AMOR.  E, amor se demonstra, não se fala. Portanto, sua singela missão era dar a sua vida em resgate de muitos. Embora, em sua vinda ao mundo não o fora bem recepcionado, antes, aqueles pelos quais inicialmente viera não o receberam. Mas seu plano não estava condicionado a esses, ele já era de alcance maior e extensivo.

Por essa razão, fomos alcançados a fim de alcançar e alcançar o que era inalcançável, mas agora, possível naquele que tornou possível nEle. Alcançar o prêmio, não meritório de nossa parte, mas gracioso na Graça, o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo.

Isto é salvar, pois aquele que precisa ser salvo, já está numa condição de real necessidade de o assim ser. Sim, pois, sua condição é de não reação, porque não há como reagir. Então, Ele veio ao mundo, tornando a impossibilidade na simples possibilidade em fé e amor. Ele veio, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dEle. O que não crê, não será condenado, na verdade já está, pois se mantém condenado na rejeição que faz do EVANGELHO. Portanto, a manifestação a priori do Evangelho é de salvação a todos os homens – Tt 2.11

Então, Jesus é o Evangelho, o Cristo prometido, a Rocha que não esmaga e não faz tropeçar para aqueles que creem. Ele é sabedoria de Deus. É o Deus em carne para que na sua carne se condenasse o pecado. Exatamente, sua encarnação fez da sua carne o lugar da propiciação. Ali, na carne do Encarnado, tudo foi posto. Imputado foi a iniquidade de todos nós, culminando no vazamento de seu sangue pelo qual misteriosamente somos sarados. Paradoxalmente sarados pelos ferimentos. Ele morreu a nossa morte, para que trazendo em si a morte, a vida se renascesse nos que creem. Você, crê?

Salvos pela GRAÇA graciosa, no gracioso Filho, o encarnado no mundo, morto, porém, ressurreto, pois, na verdade, ele não morreu, mas voluntariamente se deu, se entregou a morte, não porque ela tivesse domínio sobre Ele, mas porque Ele tinha autoridade para dar a sua vida e para retomá-la. Ninguém tirou a sua vida, pois quem tiraria a vida do Autor da vida? Ele a deu em amor e a retomou, simplesmente porque é o Autor. Ele a deu para condenação e destruição do pecado, mas retomou para nossa justificação, vida e liberdade.

Cristo Jesus veio ao mundo e virá outra vez...


Em Cristo,

Wellington Miguel
Esmeraldas, 05 de Maio de 2013

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