Falando aos que com sinceridade e
simplicidade, em forma e vida, pregam o Evangelho...
Talvez essa situação seja a sua
atualmente. Ou, quem sabe, você já passou por ela, está “só”. Nessas ocasiões,
nos disparos para dentro do nosso ser, refletimos na possibilidade de estarmos
errados, errados em nossas posturas, interpretações, idéias, visão e perfil, ou,
quem sabe, por razões de não sermos compreendidos e vistos pelo que somos e
sentimos.
Daí aquela “tentação” de ver o
que pode atrair o olhar daqueles que gostaríamos que estivessem por perto, mas
ao tentar atrair podemos nos trair. Não que nossas razões sejam razões
absolutas e tal, mas que nossas razões não são razões que barganham e sim que
se propõe de forma simples e sincera, carregada de amor e verdade.
Chego a conclusão de que, a não
verdade, o não amor, o não simples é a linguagem dos nossos tempos. Portanto,
que fazer? Se permitir a esse fermento que vai levedando toda a massa?
Existiu alguém que pisou este
chão e transitou nas avenidas dessas contradições, contradizendo, sem, porém,
se contradizer. Este é Jesus. Ele não só esteve “só”, na verdade, Ele nunca
teve medo de está “só”. Nunca se permitiu atrair ninguém por vias de barganhas,
se tão somente pela simplicidade e verdade. Quando se percebia nas multidões outras
motivações no segui-lo, interrompia a caminhada e as questionava. Certo dia,
quando uma multidão o seguia, ele parou no caminho, e se voltando para ela,
disse: “se alguém vem a mim e ama o seu
pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria
vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo” – Lc 14.26
Se a razão ao segui-lo não fosse a
simplicidade do evangelho, o amor em prioridade a Ele, e a verdade que nEle
estava, então, segui-lo era perda de tempo e futura frustração. Poderia ser
traído, mas jamais se trairia. Pois quem assim o é, o é pleno em si, nunca se cansando
de continuar a ser e fazer o anunciar.
Certa feita, Paulo escreveu a
Timóteo: “quanto a você, porém, permaneça
nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o
aprendeu” – II Tm 3.14. Em razão das coisas que Timóteo aprendeu e das
quais tinha convicção, ele, como Paulo, padecia perseguições e abandonos, pois,
dizia Paulo, “todos os que querem viver
piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos e abandonados” – v.12 e cap. 4.9
Logo, balizado na simplicidade do
Evangelho e, nele fincado, Paulo continua: “pregue
a PALAVRA, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte
com toda paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que NÃO SURPORTARÃO a sã
doutrina...” – II Tm 4.2,3.
Por isso a Igreja de Jesus é
simples, onde estiverem dois ou três em torno do SEU NOME, ALI estará.
Pois, há muitos ajuntamentos
grandes que, embora mencionem o seu nome, não estão em torno do SEU NOME de
forma simples e singelo.
Não sei no que você pensa quando
lê essas coisas. Talvez você conclua que isso seja coisa de gente frustrada,
autovitimizada, mau sucedida e mau resolvida, mas se você for um pouco lúcido
(a) e ter um olhar luminoso e um ser tomado pela simplicidade do
evangelho, começará a me compreender...
Então, que se conclui, ao não
concluível, é que, o melhor, é sacudir a poeira dos pés como testemunho contra
aqueles que desprezam o amor a verdade e ir àqueles que não o procuram, mas aos
quais Ele se deixará ser achado, aos quais Ele se revelará embora não perguntassem por Ele. Então, Senhor, envia-me
a eles, pois o meu prazer e o de muitos é simplesmente anunciar o simples e de
forma simples, o EVANGELHO DA GRAÇA, sem barganhas de nenhuma espécie...
Em Cristo, que é simples...
Wellington Miguel
Servo de Deus e vosso

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