O “está” casado nada mais é que
apenas está. Este sujeito, é alguém que, embora sendo fiel conjugalmente
falando, é um infiel quanto ao caminhar do casamento, pois, casamento abrange
muito mais do que o “não pular a cerca”. O “está” casado é alguém que se
estagna, que não atenta para o universo que abarca o relacionamento. É alguém
que não se apercebe dos detalhes e que vive justificando irresponsabilidades
com o “sou macho”, o que pra mim é um machucado, ou ainda, aquela que se inunda
nas ocupações encarando isso como um fator de importância sendo que isso é
complementar e, que a melhor parte é a presença da afetividade e o se
apresentar disposta. É um (a) idiota que, assim como a referida palavra diz,
nada sabe e nem procura saber.
Toda a vida se segue, e segue
bem, quando assim se segue segundo os princípios naturais para as quais a vida
foi feita. E, quando me refiro a princípios naturais, me refiro aos princípios
que foram estabelecidos desde a origem da vida com suas inúmeras ramificações:
a família, o casamento, o criar filhos, o conviver em sociedade, o ocupar do
trabalho, o adquirir e o vender, etc. Logo, o “está” casado, nada mais é alguém
que desconhece os princípios que orientam o casamento. São princípios eternos,
que além de terem sido estabelecidos para a relação conjugal, são eternos, pois
são observáveis na relação do Deus triuno, e esse, eterno.
Assim, esse “está”, dificultará a
fluência com que precisa fluir o relacionamento conjugal. Dificultará o
crescer, com que precisa crescer o relacionamento. Isso se perceberá nas mais
diversas sinalizações que se emergirá no cotidiano. Inúmeras queixas,
comportamentos incomuns, descomprometimentos nos deveres, omissões e dezenas de
outras situações tomará o cenário daquilo que a princípio “começou bem”. O
“está” casado, nada é além do que, o não conhecer, o não saber, o não viver, os
princípios normativos do casamento.
Normas essas que não devem ser
observadas de forma arbitrária e imposta, mas num espírito de amor com que se
pretende relacionar e visar o bem comum. Não é um pesar do fazer, mas uma
liberdade e leveza no fazer.
E assim, começa-se a compreender
o SER casado (a). Essa liberdade e leveza no fazer decorrem do coração que não
meramente conhece os princípios que regem a conjugalidade, mas é o coração no
qual se adentrou tais princípios, e que, enfim, tem a totalidade do seu ser
simplesmente tomado por essa Graça que faz, sem perceber, por fazer com
naturalidade e vida.
Faz, porque, além de ter sua
consciência encharcada das verdades sobre casamento, seu alvo não é ser feliz,
mas fazer o outro (a) feliz. A realização visa o outro, o bem estar do outro,
ou seja, o meu satisfazer é o (a) tornar satisfeito/realizado (a). Por isso se
diz na Palavra do Evangelho: “Assim, em
tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a
Lei e os Profetas” – Mt 7.12
Por essa Palavra também,
confronta-se toda postura passiva ante o relacionamento. Em razão de nossas
prioridades e orgulho, ficamos do outro lado aguardando, esperando o que devia
ser feito por mim, se é que tenho alguma razão. A razão precisa ser dada é a
Deus. É a Ele e a sua Palavra que devemos dar razão. Que nossas infantilizadas
razões sejam subestimadas em razão da razão de Deus a qual se deve dá razão.
NEle está a razão que nada mais é o próprio princípio regulamentador e
vivificador das relações conjugais.
O SER casado é esse que dá razão
a Deus e, a essa razão, submete a sua consciência no Caminho. No Caminho que
fez o caminho dos relacionamentos. E aqueles que caminham se orientam e sabem
para onde estão indo.
O SER casado é alguém que não muda,
embora esteja sempre mudando. Não muda porque encontrou o Caminho dos
princípios e ali se enraizou, porém muda, porque deixou de dar razões a si e
agora suas razões são as eternas razões de Deus em sua Palavra que o transforma
para aquilo que de Deus é bom.
E você, vêm!?
Em Cristo, a Razão das
existências da Existência,
Wellington Miguel
Esmeraldas, 17 de maio de 2013
22:51h

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